“Tem coisas que Deus dá para a gente aprender. E tem coisas que Deus só dá quando a gente aprende.
“Oro a Deus não pedindo cargas mais leves, e sim ombros mais fortes. E tenho repetido que no que depender de mim, me recuso a ser infeliz.
“Antes eu achava que todo mundo era meu amigo. Um dia, depois de muito sentir um gosto amargo e horrível na boca, descobri que muita gente queria me ferrar. Sim, as pessoas querem (e vão, me desculpa, mas vão) te ferrar. Tem amigo que não suporta te ver feliz. Tem conhecido que não aguenta ver o teu sucesso. Tem amigo que não gosta de ver que o teu relacionamento está dando certo. Tem parente que sente um ciúme trouxa. Tem gente que não sabe o que é gostar. Tem gente que não respeita nada. Acredito no seguinte: o olho das pessoas que gostam de você sempre vai brilhar quando alguma coisa boa te acontece. Se ele não brilha, meu amigo, “há algo errado no paraíso”.
“Pobre povo desse século da pressa! Precisamos urgentemente voltar o costume “antigo” de “ter tempo”, de dar um tempo para o tempo nos mostrar quem são as pessoas.
“Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam, de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e, sim, para disfarçá-la, sufocá-la. Ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
“Não me subestime, às vezes eu me faço de cego para enxergar mais longe.
“Não sou clichê. Eu posso até ouvir aquelas canções românticas do Caetano que me faça suspirar e lembrar dos bons e velhos tempos, mas eu tô admitindo pra você que eu não sou tão doce assim. Existem vários lados meus que são completamente opostos, e eles mudam conforme o dia, digo, não que tudo seja uma farsa, mas ser igual diariamente não é algo que está ao meu alcance. Eu danço conforme a música, mudo quando o mundo muda. É preciso. Existem dias que o melhor que faço é deitar no sofá, fechar os olhos e viajar com os pensamentos. Há quem diga que prefere meu lado que não se importa com o mundo, outros se encantam com o lado que se importa tanto que chega a ser ingênua demais.. boba demais. E é claro que não há quem me conheça por inteiro, ninguém nunca ousou desvendar todas as “eus” existentes em mim!